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 O endométrio é a mucosa que reveste a parede interna do útero, região extremamente sensível às alterações causadas pelo ciclo menstrual, e onde o óvulo se implanta depois de fertilizado.  Quando não há fecundação, parte do endométrio é eliminada na menstruação, processo que se repete a cada ciclo. 

A Endometriose é uma inflamação causada por células do próprio endométrio, que em vez de serem eliminadas, se direcionam no sentido oposto e se alojam nos ovários ou na cavidade abdominal, onde se multiplicam e sangram. 

As causas da endometriose ainda não são muito claras, acredita-se que parte do sangue sofra um refluxo dentro das trompas durante o período menstrual e se deposite em outros órgãos. A genética também é uma das hipóteses, relacionando a genética com deficiências do sistema imunológico. 

A doença é classificada em três tipos, podendo ser leve, com dores e sintomas suportáveis, não exigindo o uso de remédios; moderada quando a paciente necessita do uso de medicamentos; e severa, que mesmo com o uso de analgésicos, as dores continuam fortes, chegando a se tornarem insuportáveis. 

Entre os sintomas, estão a dismenorreia, cólicas menstruais que podem incapacitar a mulher de realizar suas tarefas normalmente; a dor durante as relações sexuais, também chamada de dispareunia, presença de dor e sangramento intestinais ou urinários durante a menstruação e até mesmo, a infertilidade. Porém, existe a possibilidade de a endometriose ser assintomática, tornando o diagnóstico mais difícil. 

Quando existe a suspeita de endometriose, alguns exames se fazem necessários, para isso, é preciso procurar um ginecologista de confiança, que irá avaliar o caso e fazer o encaminhamento adequado após a realização do exame ginecológico clínico. 

Para visualização das sequelas da doença, é preciso realizar exames de imagem, como a ultrassonografia, e também exames de sangue, para avaliar a imunidade, além da presença de um marcador conhecido como tumoral – CA – 125, que se encontra alterado nos casos em que a doença está mais avançada. Sobretudo, o diagnóstico de confirmação só pode ser realizado através da realização de uma biópsia. 

Com a chegada da menopausa, a endometriose regride, e durante o período em que a mulher ainda é fértil e menstrua, é recomendado o uso de pílulas anticoncepcionais de uso direto e também de analgésicos e anti-inflamatórios. 

Em alguns casos extremos, existe a necessidade de retirada das lesões causadas pela endometriose de forma cirúrgica, incluindo a remoção dos ovários e do útero quando a paciente já teve filhos ou não deseja ter. 

É recomendado ficar atenta aos sintomas, não encarando as cólicas e dores durante a menstruação como normais, sentir dor não é normal. Em caso de qualquer alteração anormal, é indicado procurar um ginecologista e iniciar o tratamento o mais rápido possível em caso de confirmação de endometriose.